
O MIS São Paulo apresenta a primeira individual de Ruchita (Curitiba, 1979; vive e trabalha em Florianópolis) na capital paulista, com curadoria de Brunno Almeida Maia e expografia de Leandro Leão. A mostra reúne oito obras produzidas entre 2017 e 2025 — videoartes e séries fotográficas que investigam as relações entre corpo, tempo e memória — e estabelece diálogo direto com o acervo de videoarte do MIS, com mais de 5 mil títulos desde os anos 1970. Estruturada em dois eixos curatoriais — O Corpo Inacabado e O Corpo é Tempo —, a exposição aborda vulnerabilidade, transcendência, repetição e dissolução. Destaques incluem Alternar-se (2025/2026), série inédita sobre a experiência de viver com diabetes em que mel e sangue funcionam como metáforas; Não sou finito (2018), videoinstalação sobre amarras sociais; Estar sem estar (2018), filmado em câmera lenta no cruzamento de Shibuya; e Um estado claro de ambiguidade (2017–2018), em que espelhos sobrepõem o olhar da artista ao do espectador. A expografia evita percursos lineares: um prisma central e planos inclinados convidam o visitante a construir seu próprio trajeto. A mostra inclui também o lançamento do livro Todo momento de achar é um perder-se a si própria.
