
O MAC Dragão apresenta coletiva com curadoria de Lucas Dilacerda e curadoria adjunta de Wes Viana, reunindo 24 artistas LGBT+ em investigação sobre o terror como gênero estético e como condição histórica. A mostra parte da premissa de que a história da colonialidade é a história de um filme de terror — e que as existências LGBT+ foram historicamente associadas às figuras do medo: monstros, aberrações, estranhos. A exposição se organiza em três eixos: Monstros e Quimeras, com obras de seres híbridos que transcendem o humano cis-heteronormativo (Davi Ângelo, Higo José, Trojany e outros); Espiritualidade Terrena, que aborda a relação entre religião, violência e cura, com obras que se conectam a matrizes africanas, tradições populares e cosmovisões indígenas (Charles Lessa, Darwin Marinho, Pedra Silva e outros); e Terror das Formas, que propõe um “terrorismo de gênero” nos gêneros clássicos das belas artes — retrato, paisagem, natureza-morta — como desobediência e criação (Bárbara Banida, Gi Monteiro, Jonas Pinheiro e outros). Participam ainda Antonio Breno, Camila Albuquerque, Carnaval no Inferno, Céu Vasconcelos, Georgia Vitrilis, Honório Félix, insiranomeaqui, Isadora Ravena, Jonas Van, Juno B, Luciana Magno, Maurício Coutinho, Nicolas Gondim, plantomorpho e Sérgio Gurgel.
