
O Instituto Tomie Ohtake apresenta a maior exposição já realizada de Luiz Zerbini, com curadoria de Ana Roman e Luiza Mello, reunindo cerca de 230 obras produzidas ao longo dos últimos dez anos — monotipias, pinturas, livros de artista e instalações. O eixo central da mostra é a investigação da monotipia realizada a partir do contato direto com plantas, folhas, galhos, cascas e outras materialidades: o artista pressiona elementos naturais contra o papel, transferindo formas, texturas e pigmentos numa técnica que aproxima o registro científico da imagem poética. O conjunto inclui trabalhos desenvolvidos a partir dos acervos botânicos do Instituto Inhotim e do Sítio Burle Marx, além de obras que dialogam com a gravura japonesa Ukiyo-e. Mesas e instalações concebidas especialmente para a exposição aproximam processos, matrizes e obras finalizadas, revelando o caráter experimental e processual da pesquisa. A mostra inclui ainda um núcleo dedicado às publicações do artista e um projeto sobre etnobotânica em desenvolvimento.
