
A Matthew Marks Gallery apresenta 14 pinturas e esculturas de Joan Brown (São Francisco, 1938 – 1990) produzidas entre 1981 e 1988, na década que antecedeu sua morte prematura aos 52 anos. A exposição centra-se na fase tardia da artista, marcada por extensões de cor vibrantemente contrastantes, composições achatadas e uma diretividade gráfica em parte inspirada em Henri Rousseau. O título parte de uma visão idílica de harmonia que a artista descreveu em 1985: “As culturas antigas previram que uma Idade de Ouro vai se repetir. Será um tempo de paz em que todas as criaturas da terra viverão em perfeita harmonia.” Várias obras apresentam pares de animais improváveis em coexistência pacífica — leão e cordeiro, pavão e cobra, gato e rato. Em A New Age: The Bolti Fish (1984), um autorretrato de Brown de macação manchada de tinta aparece dentro da boca de um peixe bolti — símbolo egípcio antigo de regeneração —, numa releitura pessoal da narrativa de Jonas. As imagens de Brown funcionam como colagens de culturas e momentos históricos distintos, veículos para expressar o que a artista chamava de “aquilo de que me maravilho”.
