
A Château Shatto, em colaboração ativa com a Lucid Art Foundation, apresenta a primeira grande exposição em escala museológica dedicada ao Dynaton em quase 35 anos. Com curadoria de Laura Whitcomb, a mostra retoma e expande a constelação artística iniciada pelo “Adeus ao Surrealismo” de Wolfgang Paalen e cristalizada na apresentação de 1951 no San Francisco Museum of Art, reunindo obras de Paalen, Gordon Onslow Ford e Lee Mullican ao lado de artistas do entorno do movimento — Luchita Hurtado, Alice Rahon, Jeanne Reynal, Leonora Carrington e o compositor Harry Partch. Uma sala de efemérides com literatura, fotografias e anotações explicita a intenção do Dynaton de tratar a arte como epistemologia. Tomando seu nome do to dynaton aristotélico — “o possível” —, o movimento recusou rótulos e abordou a Califórnia como laboratório onde cosmologias indígenas, física quântica, psicologia junguiana e imaginários extraterrestres coabitavam o mesmo campo pictórico, num alinhamento filosófico com a ciência e a metafísica que rompia com a direção de André Breton.
