
A Galleria Continua Paris Marais apresenta a individual de Jonathas de Andrade reunindo séries recentes e novas obras que se debruçam sobre as comunidades de canoeiros e jangadeiros do Nordeste do Brasil. O ponto de partida é uma comissão do Victoria and Albert Museum (Departamento de Fotografia, 2025) e um poema do próprio artista — do qual vem o título, que evoca a atmosfera intensa e imersiva de quem vive o mar como condição perceptiva, moldada pelo calor, pela luz e pelo movimento das ondas. No centro da mostra está o filme Jangadeiros e Canoeiros (2025), rodado entre o mar de Maceió e o Rio São Francisco, que explora a cor como sistema cultural compartilhado, articulado por meio de música, repetição e gestos coletivos. Dialogando com o Neoconcretismo brasileiro — especialmente Hélio Oiticica — e com a abstração geométrica de Malevich, Andrade traduz formas vernaculares em sistemas cromáticos e geométricos de precisão material.
