Mercado de artes decorativas cresce 7% em 2025 com alta nos preços médios em leilões

Setor movimentou 3,9 bilhões de dólares no ano, ainda abaixo do pico de 5,7 bilhões em 2023, mas com preço médio por lote 21% maior que no ano anterior

Foto: Cortesia da Sotheby’s

O mercado de artes decorativas, que inclui design, mobiliário, joias e relógios, movimentou cerca de 3,9 bilhões de dólares em 2025, alta de 7,1% em relação a 2024. O número, porém, ainda fica bem abaixo do pico recente de 5,7 bilhões registrado em 2023.

Os dados indicam uma mudança de comportamento: menos lotes foram vendidos, mas a preços mais altos. O volume de obras caiu 11,9% entre 2024 e 2025, enquanto o preço médio por lote subiu 21,6%, chegando a 15.247 dólares. O fenômeno aponta para uma concentração em obras de prestígio. O exemplo mais emblemático foi um hipopótamo-bar de François-Xavier Lalanne, de 1976, que alcançou 31,4 milhões de dólares num leilão da Sotheby’s em dezembro, após 26 minutos de disputa, estabelecendo novo recorde para o artista francês.

Entre as casas de leilão, a Sotheby’s liderou a categoria com 1,1 bilhão de dólares em vendas, alta de 26,3%. A Christie’s ficou em segundo com 1 bilhão, crescimento de 5%, e a Phillips registrou 369,7 milhões, alta de 25,8%.

Geograficamente, a Europa segue como maior mercado para artes decorativas, com 1,4 bilhão de dólares, queda de 4,9%. A América do Norte ultrapassou a Ásia pelo segundo lugar, com 1,2 bilhão de dólares e crescimento de 31,4%, contra 1,1 bilhão da Ásia.

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