
A Galatea apresenta individual de Edival Ramosa (São Gonçalo, 1940 – Niterói, 2015), com curadoria e texto crítico de André Pitol, reunindo pinturas, esculturas, objetos e desenhos que percorrem quase cinco décadas de produção — incluindo obras resgatadas de coleções no Brasil e no exterior que permaneceram inéditas ao público por longo período. Parte do conjunto integrou a 36ª Bienal de São Paulo, marco recente da retomada crítica de sua obra. A produção de Ramosa foi profundamente marcada por sua vivência na África e na Europa nos anos 1960 e 70: as investigações construtivistas com jogos ópticos e referências à visualidade urbana — usando madeira esmaltada, aço inoxidável e acrílico — convivem com “objetos-forma” de esferas, casulos, luas, cometas e sóis em gradações cromáticas e geometrias variadas. A partir dos anos 1970, o artista integrou à prática referências da estética indígena e afro-brasileira, com palha, peles, plumagens, miçangas e bambus.
