Luiz Baravelli: As costas do real

Na coluna "Plano", Gabriel San Martin escreve crítica sobre artistas e exposições.

É difícil entender se Luiz Paulo Baravelli é pintor, escultor ou alguma outra coisa. E não é mesmo coincidência que a sua nova retrospectiva no Centro MariAntonia embaralhe qualquer tentativa de classificação. Ao colocar lado a lado pinturas de interiores, relevos, objetos e estruturas que parecem maquetes defeituosas de máquinas ou paisagens, os trabalhos dificultam a tomada de uma definição clara. Mas também o artista parece menos interessado em fixar uma imagem ordenada do mundo do que em acompanhar o momento exato em que as coisas começam a se desfazer – seja numa perspectiva que não fecha ou numa espécie de nave cambaleante.

Basta olhar os grandes ambientes em que amarelos e azuis se cruzam com linhas rigorosas. Em obras como “Limbo” (1990), o espaço parece se organizar em sucessivos planos de paredes e aberturas que nunca se ajustam por completo, levando a própria arquitetura a ficar sem saber para que lado continuar. Acontece que Baravelli cria um espaço feito para...

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