
A Dynasty Gallery apresenta individual de Yehlin LEE (李岳凌), artista taiwanês baseado em fotografia, reunindo trabalhos desenvolvidos ao longo da bacia do Rio Zengwen, no sul de Taiwan — o chamado “rio-mãe” da ilha. A mostra aprofunda a investigação iniciada no fotolivro Raw Soul (2017), debruçando-se sobre as estruturas de crença popular e memória coletiva que persistem nas comunidades rurais às margens do rio, apesar da modernização. O ponto de partida é o rio em si: chamado historicamente de “Cobra Cega”, por suas frequentes mudanças de curso, ele moldou uma relação local específica com a natureza e o divino. Em rituais de aldeias, médiuns espirituais invocam deidades por possessão e resistência física, canalizando forças invisíveis para afastar catástrofes e curar traumas históricos. As imagens de LEE — manchas de sangue, pinturas murais em restauração, objetos suspensos — seguem uma estrutura não-linear que, nas palavras do poeta Yu-Hsuan WU, recusa a narrativa em favor do que simplesmente é. A exposição inclui um lançamento do fotolivro Undercurrent (赤々舎, Kyoto) em 6 de junho.
