
O Moderna Museet investiga o retorno à pintura figurativa entre uma nova geração de artistas com exposição coletiva comissariada por Hendrik Folkerts, atual curador-chefe do Kunsthaus Zürich. Tomando emprestado o nome da deusa mesopotâmica Nisaba — protetora dos escribas e da narrativa — a mostra reúne quase 25 pinturas encomendadas especialmente para a ocasião, além de obras existentes de 28 artistas de diferentes origens. A curadoria parte de uma pergunta central: quais vocabulários visuais e simbólicos os artistas estão desenvolvendo na pintura hoje? Em lugar de uma iconografia compartilhada, os artistas constroem sistemas próprios de referências — citações e apropriações que refletem a circulação fragmentada da informação contemporânea. Entre os participantes estão Michael Armitage, Wangechi Mutu, Salman Toor, Jill Mulleady, Mohammed Sami e o brasileiro Alex Červený. A arquitetura expositiva, concebida pelo estúdio Formafantasma, evoca aspectos de arquiteturas sagradas — templos, igrejas, catedrais e mesquitas — tratando a mostra como uma “casa em permanente construção”. A exposição será apresentada posteriormente no Kunsthaus Zürich em 2027.
