
A Gladstone Gallery apresenta a primeira individual de Celia Paul (n. 1959, Trivandrum, Índia) na galeria e sua primeira exposição em Nova York em mais de uma década. Paul vive e trabalha há décadas no mesmo apartamento no último andar de um edifício em Londres, de frente para o British Museum — um espaço que funciona menos como cenário do que como instrumento de trabalho. A mostra reúne novas pinturas que seguem seus temas recorrentes: autorretratos, a mãe, as irmãs e o mar, tratados não como motivos, mas como relações moldadas por anos, luto e a vida ordinária da família. A austeridade formal de seus quadros — campos amplos e silenciosos, figuras que parecem emergir do ar — é uma disciplina, não uma simplificação. A exposição marca também a estreia de Paul na galeria, que a representa em colaboração com a Victoria Miro.
