Custos de transporte de obras de arte disparam com escalada de conflitos no Oriente Médio

Guerra envolvendo Irã, EUA e Israel pressiona rotas aéreas e marítimas, encarecendo a circulação global de obras

Foto: Costfoto/NurPhoto via Getty Images

O mercado internacional de arte enfrenta um novo gargalo logístico diante da escalada do conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel. O impacto mais imediato tem sido sentido nos custos de transporte de obras, que registram alta significativa nas últimas semanas.

Com o fechamento de espaços aéreos e o aumento dos riscos em rotas estratégicas, companhias de transporte e seguradoras passaram a rever tarifas e protocolos. Envios que antes dependiam de rotas diretas agora exigem trajetos mais longos e complexos, elevando prazos e custos operacionais.

O efeito é particularmente sensível para feiras, galerias e casas de leilão que operam em circuito internacional, sobretudo entre Ásia, Europa e Estados Unidos. Em alguns casos, os custos de frete praticamente dobraram, enquanto seguros acompanham a tendência de alta diante do aumento do risco geopolítico.

Para o setor, que já vinha lidando com um cenário de desaceleração desde 2022, a pressão logística adiciona uma nova camada de incerteza. Pequenas e médias galerias tendem a ser as mais afetadas, já que o aumento de custos pode inviabilizar participações em feiras ou o envio de obras para exposições internacionais.