
A possibilidade de empréstimo de Guernica, de Pablo Picasso, para o Museu Guggenheim Bilbao desencadeou uma disputa política na Espanha, envolvendo autoridades regionais e o governo central.
A proposta, feita pelo governo basco para marcar os 90 anos do bombardeio da cidade de Guernica, foi rejeitada pelo Ministério da Cultura, que alega riscos à integridade da obra devido ao seu estado de conservação considerado frágil.
Exibida desde 1992 no Museo Reina Sofía, em Madri, a pintura não é deslocada há décadas justamente por sua vulnerabilidade estrutural, resultado de um histórico intenso de circulação e danos acumulados ao longo do tempo.
A recusa reacendeu tensões entre diferentes esferas políticas: enquanto autoridades bascas defendem o empréstimo como gesto de memória histórica, representantes de Madri criticam a proposta como uso político de um ícone cultural.