O MASP apresenta Colectivo Acciones de Arte: democracia radical, com curadoria de André Mesquita. A mostra reúne fotografias, filmes, documentos, publicações e cartazes de oito ações realizadas pelo CADA entre 1979 e 1985 — intervenções em espaços públicos, executadas de forma rápida e, em diversos casos, anônima, como estratégia para contornar os mecanismos de censura e vigilância da ditadura chilena.
Fundado em Santiago em 1979 por Lotty Rosenfeld, Juan Castillo, Diamela Eltit, Raúl Zurita e Fernando Balcells, o coletivo produziu ações que se tornaram referências para pensar as articulações entre arte e política na América Latina.
Em NO+ (1983), a mais conhecida, o texto aberto “Não mais” foi espalhado pela paisagem urbana para ser completado pelos cidadãos — “NO+ dictadura”, “NO+ muerte”, “NO+ hambre” —, antecipando simbolicamente o Plebiscito de 1988 que marcou o fim da ditadura.
Em ¡Ay Sudamérica! (1981), seis aviões lançaram 400 mil panfletos sobre Santiago afirmando que todas as pessoas são artistas — inversão simbólica da memória do bombardeio ao palácio de La Moneda em 1973.

