
Nas pinturas de Ana Segovia (nascido em 1991, Cidade do México; vive na Cidade do México), as noções de masculinidade são reinterpretadas através de uma perspectiva queer. Utilizando uma paleta vibrante de cores fluorescentes, composições ousadas e enquadramentos cinematográficos, Segovia questiona a construção de identidades nacionais baseadas em arquétipos hipermasculinos—como o charro ou o cowboy—padronizados pelo cinema. Descendente direto de figuras centrais da Era de Ouro do Cinema Mexicano (dos anos 1930 ao final dos anos 1960), o artista recorre frequentemente a fotogramas dessa tradição cinematográfica como ponto de partida para suas pinturas.
Em MOCA Focus: Ana Segovia, o artista dá continuidade à sua pesquisa nos arquivos cinematográficos, desta vez voltando-se para o filme I’ve Been Meaning to Tell You (1983), de Roger E. Alamos. A obra, uma variação dos dramas musicais dos anos 1980, narra a história de amor entre Buck, um aspirante a artista, e Mario, um imigrante indocumentado que trabalha como peão em uma cidade fictícia do sudoeste dos EUA. A exposição apresenta três séries de pinturas baseadas em fotogramas de cenas-chave do filme. Também estão incluídas cópias do roteiro de Alamos e um mural inspirado nos créditos finais do longa, ambos elementos que sutilmente revelam uma reviravolta inesperada na trama.
MOCA Focus: Ana Segovia é organizada por José Luis Blondet, curador sênior, com Emilia Nicholson-Fajardo, assistente curatorial, e Anastasia Kahn, ex-assistente curatorial, no The Museum of Contemporary Art, Los Angeles.
