
A mostra marca a décima segunda individual da artista na galeria. Com texto crítico de Lilia Moritz Schwarcz, a exposição discorre as temáticas recorrentes na obra de Mignone, como a tensão entre esperança e desequilíbrio, refletida em suas composições simbólicas e narrativas visuais.
Vânia Mignone cria pinturas que provocam desconforto e inquietação, combinando figuras, palavras e objetos comuns em composições equilibradas, sem hierarquias evidentes. Sua obra é marcada pela autonomia do desenho e pela construção narrativa, onde rostos anônimos, cadeiras e plantas domésticas ganham novos significados. Com uma paleta de cores forte, porém reduzida, Mignone utiliza suas composições para trazer à tona memórias e estados emocionais, criando cenários que sugerem camadas de interpretação sobre o plano pictórico.
